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Abelardo Santos realiza mais de 800 cirurgias em dois meses ao restabelecer atendimentos

Entre os procedimentos de média e alta complexidade, médicos utilizaram técnica moderna em intervenção que foi transmitida para três países

22/07/2021 16h45
Por: Toinho Alves Fonte: Secom Pará
Foto: Reprodução/Secom Pará
Foto: Reprodução/Secom Pará

Após a suspensão temporária dos atendimentos eletivos para dar exclusividades aos pacientes infectados pelo coronavírus, a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sespa), por meio do Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), em Icoaraci, distrito de Belém, retomou com maior fluidez a demanda, realizando 801 procedimentos cirúrgicos do dia 18 de abril a 30 de junho desse ano.

Os procedimentos disponibilizados para a população de todo o Pará estão dentro das especialidades vascular, urológica, cirurgia torácica, cirurgia ginecológica, mastologia, endoscopia, cirurgia pediátrica, neurocirurgia geral e de coluna. Entre essas intervenções, 85% dos atendimentos foram destinados às demandas eletivas.

“Com a pandemia, os procedimentos eletivos, em todas as redes de saúde – privada ou pública – do mundo, foram suspensos. No Pará, o HRAS, vem sendo uma das unidades referência do Governo do Estado para acelerar a demanda que foi reprimida. O número de mais de 800 cirurgias, sendo muitas delas de alta complexidade, em dois meses, aponta um trabalho célere dentro da Rede, com o objetivo de salvar vidas e promover a assistência à população”, explicou o secretário de saúde do Pará, Rômulo Rodovalho.

Referência do Governo Estadual nos tratamentos de média e alta complexidade, em pouco mais de dois meses, já com o fluxo normalizado dentro seu perfil original, o Abelardo Santos realizou uma série de procedimentos com auxílio de alta tecnologia, inclusive, na sala de hemodinâmica da unidade, com cirurgias minimamente invasivas, sendo que muitas delas não são custeadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Mudanças 

No dia 21 de junho, o motorista aposentado Cleverson Gonçalves, de 61 anos, passou a escrever uma nova história. Depois de nove horas de intervenção, ele teve os múltiplos aneurismas na aorta abdominal corrigidos, caso considerado raro pela medicina. Para sua filha, Raíza Preza, a intervenção mudará de forma decisiva a vida do pai. “A rotina dele já tinha sido alterada devido às fortes dores. A cirurgia estava sendo muito esperada por todos nós. Agora é só comemorar”, disse.

Em maio, quem também passou por um procedimento que marcou sua história foi a moradora do município de Abaetetuba, nordeste do paraense, Crisomar Pinheiro, de 64 anos. Em 2015, ela sofreu um acidente doméstico e bateu a cabeça. Desde então, sentia muitas dores fortes. A intervenção cirúrgica feita na paciente para tratar o aneurisma fruto da sequela, no Abelardo Santos, foi o primeiro procedimento das regiões norte e nordeste do Brasil, com o auxílio da tecnologia integrada Skill Assist. 

A técnica foi transmitida em tempo real a três países: Estados Unidos para o monitoramento do fabricante do dispositivo e, ainda, para o Global USA, França e Austrália. A cirurgia ocorreu devido ao esforço do Governo do Estado, que garantiu o uso do mecanismo que ainda não é oferecido pelo SUS.

Procedimentos 

A supervisora do complexo cirúrgico do HRAS, a enfermeira Núbia Cardoso, faz um balanço sobre a retomada. “Durante a segunda onda da pandemia, nós suspendemos as cirurgias eletivas, e estávamos apenas realizando as de urgência. Atualmente, todas as especialidades foram retomadas, assim como os procedimentos marcados. Além do centro cirúrgico, com procedimentos para adultos e crianças, temos a hemodinâmica, onde são realizados procedimentos terapêuticos como angioplastia, drenagens e embolizações terapêuticas, ligados às especialidades de neuro e vascular, com o que há de mais moderno na medicina atual”, observou. 

Funcionamento 

O diretor executivo do Abelardo Santos, Marcos Silveira, avalia quantidade de procedimentos como resultado de uma união de esforços das equipes. “Passamos por um período intenso na saúde por conta da pandemia. Como estratégia do Governo do Estado, o HRAS teve de transformar 220 leitos para atender a pacientes com Covid-19. Destes, 95 de UTIs e 125 de clínicos. Eles foram esvaziando gradativamente. E hoje, estamos com o perfil original normalizado, dando prosseguimento às consultas ambulatoriais, às cirurgias de urgência e eletivas e ao pronto atendimento pediátrico e obstétrico”, resumiu.

Texto: Roberta Paraense/ ascom HRAS

Por Luana Laboissiere (SECOM)
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